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PACÚ
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Características:
Conhecidos também como Pacus-Caranha e Caranhas, somente perdem em porte, na bacia do Prata, para Dourados, dentre os peixes de escama nativos. Atingem pouco mais de 80 cm e 10kg e existem relatos de exemplares com até 20 kg. As cores variam do castanho ao cinza-escuro, conforme a época do ano. Na época da cheia, quando eles entram em campos alagados, escurecem e empalidecem ao permanecerem nas calhas de rios, principalmente os de água branca. O ventre vai do esbranquiçado ao amarelo ouro. Às vezes, o dorso pode apresentar tons de roxo ou azul escuro.

Hábitos:
Seus hábitos alimentares variam de acordo com a época do ano e a oferta de comida. Consomem preferencialmente frutos, folhas, moluscos (caramujos), crustáceos (caranguejos) e até pequenos peixes, além de outros itens. Podem ser encontrados nas calhas principais de rios, dentro de corixos, vazantes e matas inundadas no período em que as águas sobem. Espécie típica de piracema, migra para áreas adequadas para reproduzir, crescer e desenvolver larvas.

Curiosidades:
Não são capazes de subir quedas d'água com grandes desníveis e isso os torna típicos de regiões de planícies. Assim como Curimbatás, Dourados e Pintados, produzem grande quantidade de ovos e larvas, liberados na água e abandonados a sua própria sorte. Por isso, somente alguns - geralmente menos de 1% do total desovado - chegam à idade adulta.

Onde encontrar:
Vivem em campos alagados, corixos, lagoas marginais e também podem ser encontrados em calhas principais de rios, em poços próximos a margens. Escondem-se habitualmente sob a vegetação nativa, como camalotes (união de aguapés que formam espécies de ilhas paradas nas margens). Algumas vezes, são achados boiando no meio de lagoas e até mesmo, com menos freqüência, suspensos nas correntezas de rios.

Dica para pescá-lo:
Na natureza, é muito importante que os Pacus acomodem as iscas na boca para então fisgar com firmeza, pois têm bocas muito duras que dificultam a penetração de anzóis; Verifique sempre se seus anzóis estão afiados e se o empate de aço não está demasiadamente desgastado, o que pode provocar perdas; Em pesque-pague, estão entre os maiores desafios. Há locais somente para arremessos de longa distância que possibilitam capturas; Em todos os casos, use varas mais longas, pois a alavanca proporciona fisgadas mais potentes e maior penetração dos anzóis.
Tamanho mínimo para pesca: 45cm.


Pacu na cerveja
Ingredientes:
- 1 Pacu de 4 Kilos (sem escamas e inteiro);
- 1 Pacote de Sal Grosso - 500 Gramas (de preferência ao Ajino-Sal);
- 2 Garrafas de Cerveja Clara (1.200 ml)
- 1 Vidro de Molho Shoyu - aproximadamente 300 ml
- Gengibre descascado e ralado bem fino.
Modo de fazer:
Na Véspera
Lave muito bem o Pacu e faça 3 cortes acompanhando as espinhas, não muito fundos, de cada lado do peixe, o suficiente para fazer o tempero penetrar;
Coloque o Pacu numa forma funda e encha-o com sal grosso (sem dó) e esfregue um pouco por fora;
Cubra com cerveja "sem gelo" vagarosamente;
Cubra com um pano e reserve para o próximo dia sem precisar colocar na geladeira.
No Dia
Retire o Pacu da forma, escorra (o sal grosso sumiu) e enrole em papel alumínio grosso, mais ou menos umas 6 voltas e feche muito bem.
Coloque na grelha com cuidado e deixe em fogo já forte (40 cm de distância) aproximadamente 40 minutos de cada lado.
Deixe o peixe com a barriga para a direção do fogo, faça um corte no aluminio (sentido da barrigada) e deixe escorrer toda a gordura (15 minutos);
Retire da grelha, e puxe o papel alumínio lentamente (a pele sairá junto)
Sirva derramando o molho Shoyu misturado com o gengibre lentamente sobre as postas retiradas.

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